
Papeleiros interessados em iniciar a produção de papéis na técnica japonesas, precisam, obrigatoriamente trabalhar com quadro e molde adequados a essa técnica. Neste site é possível a aquisição desse equipamento (chamado sugeta).

Papeleiros interessados em iniciar a produção de papéis na técnica japonesas, precisam, obrigatoriamente trabalhar com quadro e molde adequados a essa técnica. Neste site é possível a aquisição desse equipamento (chamado sugeta).
O papel Fabriano é um tipo de papel artístico de alta qualidade, fabricado tradicionalmente na cidade de Fabriano, na Itália, com uma história que remonta ao século XIII. Ele é amplamente reconhecido por sua durabilidade, textura refinada e excelente desempenho em diversas técnicas de arte. A seguir, uma descrição detalhada do papel Fabriano:
Composição: Feito com fibras de algodão (em porcentagens variadas, podendo chegar a 100% em linhas mais profissionais), o que confere resistência, longevidade e uma superfície ideal para absorver tinta e água.
Uma aula de profissionalismo e sabedoria.
A palha de milho, material de grande disponibilidade no Brasil, produz papéis de grande beleza e alta resistência ao estouro. Neste vídeo, a papeleira usa a holandesa (holander beater) para pprocessar as fibras, que pode ser substituida pela batida com martelo de madeira ou socada em pilão, com resultado semelhante.
Elaine e Sidney Koretsky foram um casal norte-americano notável por suas contribuições ao estudo e preservação da história do papel artesanal.
Elaine foi uma pesquisadora, historiadora e artista especializada em papel feito à mão. Formada pela Universidade Cornell, ela iniciou sua carreira como marceneira, exibindo seus móveis na Feira Mundial de Nova York em 1963 e no Smithsonian Institution. Na década de 1970, seu interesse pelo papel artesanal a levou a fundar, em 1974, o Carriage House Paper Studio com sua filha Donna Koretsky. Em 1994, estabeleceu o Research Institute of Paper History and Technology, também conhecido como International Paper Museum, em Brookline, Massachusetts.Carriage House Paper+6paperhistory.org+6paperhistory.org+6Dignity Memorial+6North American Hand Papermakers+6The Kelmscott Bookshop+6
Elaine viajou extensivamente, especialmente pela Ásia, documentando técnicas tradicionais de fabricação de papel em locais remotos. Ela produziu 17 documentários sobre o tema, incluindo “Burmese Festival of Paper Fire-Balloons” e “Sheet Formation Around the World – 1976–2002” . Seu livro “Killing Green: An Account of Hand Papermaking in China” relata suas experiências em vilarejos chineses onde o papel ainda é feito à mão .Carriage House Paper+3The Kelmscott Bookshop+3Carriage House Paper+3Dignity Memorial+2North American Hand Papermakers+2Carriage House Paper+2handpapermaking.org+3Amazon+3Carriage House Paper+3
Sidney foi médico por 40 anos em Brookline, Massachusetts, e professor na Tufts University School of Medicine. Após sua aposentadoria em 1997, ele se dedicou à pesquisa da história do papel, colaborando com Elaine em viagens e documentações. Sidney era um fotógrafo e videomaker talentoso, contribuindo significativamente para os filmes produzidos pelo casal .Dignity Memorial+1paperhistory.org+1handpapermaking.org+5paperhistory.org+5Paperslurry+5
Juntos, Elaine e Sidney foram pioneiros na documentação de técnicas tradicionais de fabricação de papel, preservando conhecimentos que poderiam ter sido perdidos com o tempo. Seu trabalho é reconhecido internacionalmente e continua a influenciar estudiosos e artesãos na área de papermaking.
Essa técnica de produção do papel lokta pode ser facilmente produzida no Brasil, usando fibra de bananeira, bastando construir o quadro conforme é mostrado no vídeo (não usa molde) e alisando a folha, depois de seca, em um cilindro manual de boa qualidade ( cilindro de massa alimentícia, por ex.)
O papel Lokta , também conhecido como kagaj nepalês ou papel nepalês , é um papel artesanal, selvagem e nativo do Nepal . É feito da casca de duas espécies do arbusto Daphne . O papel foi usado historicamente no Nepal para escrituras religiosas e documentos governamentais. Hoje em dia, o papel é usado para fazer cadernos, escrituras religiosas, artes, telas de pintura e alguns documentos governamentais.
Visão geral
O papel lokta nepalês artesanal é feito a partir da casca interna fibrosa ( floema ) de duas espécies de arbustos perenes de altitude média a alta pertencentes à família Thymelaeaceae : Daphne bholua e Daphne papyracea . Assim como o papel feito a partir delas, ambos os arbustos também são chamados vernacularmente de “lokta”.
Os arbustos Lokta proliferam em aglomerados abertos ou colônias nas encostas meridionais das florestas do Himalaia do Nepal , entre 1.600 e 4.000 m (c.5.250–13.000 pés). [ 2 ]
Historicamente, o artesanato de papel lokta ocorria nas áreas rurais do Nepal, principalmente no distrito de Baglung . Hoje, o papel lokta bruto é produzido em mais de 22 distritos do Nepal, mas os produtos de papel lokta acabados são produzidos apenas no Vale de Kathmandu e em Janakpur. [ 3 ]
A durabilidade e a resistência do papel Lokta a rasgos, humidade, insetos e mofo tradicionalmente fizeram do papel Lokta a escolha preferida para o registro de registros oficiais do governo (veja a foto à direita) e textos religiosos sagrados. [ 2 ]
também conhecido como papel nepalês. É uma tendência popular entre restaurantes nepaleses usar este papel em seus cardápios.
História
O documento em papel lokta mais antigo que sobreviveu aparece nos Arquivos Nacionais do Nepal, em Katmandu, na forma do texto sagrado budista, o Karanya Buha Sutra. O Karanya Buha Sutra foi escrito em escrita lichchhavi e impresso em bloco sobre papel lokta, e estima-se que tenha entre 1.000 e 1.900 anos.
Com a introdução da importação de papel artesanal do Tibete na década de 1930, a produção de papel lokta artesanal começou a declinar. Na década de 1960, a concorrência do papel comercial produzido em massa pela Índia colocou a indústria nepalesa de papel artesanal em um estado de declínio terminal, com apenas algumas famílias em Baglung e no vizinho distrito de Parbat mantendo o conhecimento tradicional da produção artesanal de papel lokta.
Na década de 1970, surgiu o interesse em rejuvenescer a produção de papel artesanal lokta, à medida que a indústria do turismo no Nepal começou a crescer. [ 5 ] Além disso, um programa de conservação eficaz foi iniciado em 1970 para o desenvolvimento de parques nacionais e reservas de vida selvagem no Nepal, a fim de fornecer matérias-primas para o desenvolvimento de indústrias florestais, como a produção de papel lokta.
Na década de 1980, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Banco de Desenvolvimento Agrícola do Nepal/Programa de Desenvolvimento de Pequenos Agricultores (ADBN/SFDP) lançaram o projecto CDHP (Projecto de Desenvolvimento Comunitário e Saúde) para revitalizar os processos de fabrico de papel indígena do Nepal.
No final da década de 1980 e início da década de 1990, com o aumento da popularidade do papel lokta, empreendedores sociais e ambientais nepaleses buscaram e desenvolveram parceiros comerciais internacionais, e o mercado de exportação de papel lokta artesanal foi estabelecido. Hoje, a indústria de papel artesanal no Nepal cresce a uma taxa de 15% ao ano. Uma vez produzido, o papel lokta pode durar vários milênios (aproximadamente 2.000 a 3.500 anos).

O tororo aoi (とろろあおい), também conhecido como hibiscus manihot ou hibiscus abelmoschus, é uma planta tradicionalmente utilizada na fabricação de papel japonês washi (和紙). A função do tororo aoi nesse processo é essencial para garantir a qualidade e a trabalhabilidade do papel artesanal. No Brasil, podemos obter uma mucilagem semelhante ao tororo aoi através do cozimento do quiabo, que pertence à mesma família. Veja o post “O papel feito de capim”. No Brasil estão disponíveis as sementes para plantio, neste site: https://www.tabutins.com.br/produtos/aibika-abelmoschus-manihot/
Agente de suspensão (nério / ネリ):
O tororo aoi é usado como agente de suspensão na água durante o processo de fabricação do papel.
Ele atua aumentando a viscosidade da água, o que mantém as fibras de papel uniformemente suspensas.
Isso evita que as fibras se depositem no fundo da tina, permitindo uma distribuição uniforme sobre a tela de moldagem (su) — essencial para papéis finos e homogêneos.
Facilita a moldagem:
Graças à viscosidade que confere à água, o artesão pode controlar melhor a espessura e a densidade do papel ao mover a tela na água (“nagashi-zuki”).
Isso permite criar folhas mais regulares e resistentes.
Melhora a ligação entre fibras:
Embora seu papel principal não seja como adesivo, o tororo aoi contribui para uma ligação mais eficaz entre as fibras, o que resulta em um papel mais coeso.
Cultivo:
A planta é geralmente cultivada localmente nas regiões onde o washi é tradicionalmente produzido, como em Echizen, Mino e Tosa.
A colheita é feita no verão, quando a planta atinge cerca de 1,5 a 2 metros de altura.
Extração da mucilagem:
As raízes frescas do tororo aoi são colhidas (geralmente no inverno, quando a mucilagem está mais concentrada).
São então lavadas, trituradas ou maceradas em água fria.
A mucilagem resultante é coada e usada imediatamente ou por um curto período, pois perde rapidamente sua viscosidade.
Uso imediato:
O extrato (neri) deve ser usado no mesmo dia ou no dia seguinte, já que a mucilagem degrada com facilidade.
Em ambientes tradicionais, artesãos preparam pequenas quantidades diariamente

O papel seda, produzido a partir da palha que recobre o parte externa da cabeça de alho, tem uma baixíssima gramatura e pode ser usado para impressão em serigrafia (convites, por ex.) e cobertura de caixas de presentes, entre outras finalidades. Pode ser tingido e imprime um toque de elegância nos trabalhos em que é utilizado.
COMO FAZER
-Lave a palha e retire quaisquer elementos sólidos e duros que houver – Cozinhe a palha por 15 minutos e água com carbonato de sódio (barrilha)* – Enxague em água corrente abundantemente – Misture a palha lavada com água no pulper (liquidificador) e coloque no tanque de formação já preenchido com água (faça testes com proporções variadas e anote os resultados para formar uma cartela de gramaturas) – Faça as folhas em quadros de malha fina (nylon de serigrafia 40 fios, por ex) com apenas uma entrada no tanque de formação – Coloque para secar no próprio quadro – Para gramaturas mais altas, use o molde junto com o quadro.
*Carbonato de sódio (barrilha) pode ser adquirido em fornecedores de produtos para piscinas. Em Belo Horizonte indicamos a Sulfal – Rua São Rafael 19 – Floresta).
O maravilhoso trabalho de Marlene do Nascimento. Visite o visite e também o seu perfil completo, cheio de ótimas idéias para artesanato.
O papel artesanal feito com fibra de bananeira é um produto sustentável e ecológico que se destaca tanto pela sua textura rústica quanto pela sua estética natural. Ele é produzido a partir do reaproveitamento do pseudocaule da bananeira — a parte fibrosa que sobra após a colheita dos cachos de banana e que, normalmente, seria descartada.
Textura: Possui uma textura grossa e fibrosa, com aparência levemente rugosa e porosa. Cada folha é única, podendo conter fibras visíveis e variações de cor. Dependendo do batimento da fibra obtem-se também, papéis de texturas delicadas de baixa gramatura.
Cor: Naturalmente varia entre tons de bege, marrom-claro e palha, mas pode ser tingido com corantes naturais.
Durabilidade: É relativamente resistente e firme, ideal para uso decorativo ou artístico.
Aparência rústica e orgânica: Muito apreciado em trabalhos de arte, encadernação, papelaria artesanal e convites especiais.
Coleta das fibras: O pseudocaule da bananeira é cortado, lavado e as fibras são separadas manualmente.
Cozimento: As fibras são cozidas em uma solução alcalina, geralmente com soda cáustica ou carbonato de sódio (barrilha) para amolecer e remover impurezas.
Batedura: As fibras cozidas são batidas ou trituradas até formar uma polpa.
Moldagem: A polpa é espalhada manualmente em moldes com tela, mergulhados em água, para formar as folhas.
Secagem: As folhas são retiradas dos moldes e deixadas para secar ao sol. Podem também ser secadas no próprio quadro.
Acabamento: O papel pode ser alisado, cortado ou decorado conforme o uso final desejado.
Convites e cartões personalizados
Capas de cadernos e agendas artesanais
Embalagens ecológicas
Papel de parede decorativo
Arte e ilustração
Além de seu valor estético, o papel de fibra de bananeira representa uma alternativa sustentável ao papel convencional, promovendo o reaproveitamento de resíduos agrícolas e incentivando práticas de produção artesanal e local.