Nessa série de 3 vídeos, a artesã (Emily Legleitner – U-M Stamps School of Art & Design) produz papéis de fibra pura utilizando a técnica japonesa de produção do washi apenas na preparação das fibras. Os utensílios e a manipulação de quadro e molde são diferentes, mas o resultado é um papel de grande beleza e pode ser produzido por papeleiros brasileiros sem dificuldade. Um ponto importante que ela aborda é quando utiliza e fala sobre o agente de ligação. Esse agente, no Japão, é a mucilagem obtida na raiz de uma planta chamada tororo-a-oi. Podemos obter essa mucilagem no Brasil, utilizando o quiabo, que é da mesma família do tororo-a-oi. Existe também o agente de formação sintético que é o óxido de polietileno aniônico (POE), encontrado em fornecedores de produtos químicos. Muitos papeleiros utilizam também o produto chado CMC industrial (carboximetilcelulose), facilmente encontrado no mercado brasileiro. No post “O papel artesanal feito com capim” o papeleiro Cory Morrison mostra como obter essa mucilagem do quiabo, como usá-la e sua função. (Ao rodar os vídeos ative a tradução das legendas).